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domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Futebol Clube do Porto impressionantemente avassalador desde 1893


Benfica 1 Porto 3

Fantástico a todos os níveis. Não sei mais o que dizer sobre esta equipa, este treinador e esta época.

Tinha para mim, com toda a dose de humildade que gosto de ter nestas coisas, que o Porto iria passar a eliminatória à Luz. E ainda que o Porto ganharia por 4 ou 5 golos de diferença. Tudo isto porque a diferença deste Porto para este Benfica é de facto de 4 ou 5 golos. Táctica, técnica e moralmente.

Vi o jogo aos bocados, a saltar entre cá e lá com o grande Madrid do José. Uma primeira parte em que o Benfica entre trocar a bola com o Júlio César e mandar bolas para dentro da área de bola parada podia ter marcado cedo e mudado as contas mas, não aproveitando o cabeceamento de Javi ou falhanço de Cardozo acabou por se tornar vulnerável aos onze excepcionais Dragões que se apresentaram na Luz. A partir daí só dá Porto. O Moutinho faz um jogão, o Fernando faz cortes que não lembram a ninguém, o Hulk, não fosse estar em campo um menino prodígio chamado Fábio Coentrão e tinha marcado 4 ou 5 só ele.

Não há muito mais a dizer sobre esta eliminatória, foi brilhante o trabalho de André Villas-Boas, é brilhante a calma do Porto em situações de pressão, é brilhante a garra, a empatia, a entre-ajuda, a força de vontade e poder avassalador deste Porto.

Homem do Jogo: João Moutinho

Ped Zimmerman.














quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Futebol Clube do Porto ... desde 1893

Porto 0 Benfica 2



Primeira Parte

Quinze minutos atabalhoados, desorganizados, pouco estruturados, pressionados e em inferioridade numérica em qualquer parte do campo.
Quinze, vinte minutos que resolveram o jogo a favor do Benfica.
Com medo? Não diria. Sem estofo de clássico? Já me parece mais adequado. O Benfica entrou com atitude e vontade e isso chegou para marcar dois e acabar com o jogo.

O Porto, como é que eu digo isto sem parecer muito parvo? Como é que eu digo isto sem chatear ninguém? Vou tentar.

O Porto, como o mostrou por diversas vezes durante o jogo, joga muito mais que "este" Benfica actual. Mas "este" Benfica quis e quis e deu porrada que não se fartou e lutou pela bola e só deixou passar quando já nada podia fazer ou porque era o César Peixoto que lá estava, não desistiu e correu de trás para a frente e da frente para trás. Isto não é jogar mais, é jogar melhor!

Os alas do Porto veêm a equipa a ser pressionada e não me entraram no plano de imagem da televisão uma única vez que fosse quando o Porto estava sobre pressão. Uma vergonha de organização a tentar sair a jogar, não há desculpas, James e Varela não vieram buscar uma única bola e o meio campo não estava junto, não fez pequenos sprints para fugir à marcação e constantemente via o Cardozo em cima dos defesas, mas era o Cardozo ou o Tevez? Estavam a jogar com 16 ou 17 jogadores? Que sirva de lição meu caro Porto. Sofre-se pressão, tem que se correr o dobro para se fugir dela. Não dá, espera-se até a outra equipa estar cansada e até lá chuta-se para a frente, não se faz "aquilo" que o Maicon e o Helton para ali andaram a fazer.

Já para não falar que com o Hulk a ponta de lança o convite para o Fábio Coentrão subir por ali acima foi entregue e ele aproveitou.

E já agora, depois do James Rodrigues ter levado o amarelo por simular penalti, se ele tem a sorte ou o azar de passar aqui perto de mim tinha-lhe dado uma biqueirada sem lhe perguntar se queria ou não, vergonhoso mergulho! Haja respeito CARALHO!

Mérito ao Benfica? Todo, jogo duro, jogo bruto, jogo de pressão e quando podia e muito bem jogava o seu futebol, fantástico! Jesus não inventou e lá colocou o tapa buracos César Peixoto que não raras as vezes é ele que é o buraco, mas isso não se pode chamar inventar porque já por muitas vezes o fez e não é novo.

Demérito ao Porto? Todo, só pode, por estar sem raiva, sem vontade, sem apoio dos dianteiros, e com a parvalheira que ia naquela defesa e naquele guarda-redes. Por jogar com o hulk a ponta de lança e daí ter resultado ZERO, zero decisões correctas do Hulk, zero lances de perigo com o Hulk em zona de finalização, zero de tudo. 

Foi assim que vi o jogo até ao intervalo.


Segunda Parte


Ponto 1 Belluchi devias era ir jogar para o Barcelona ou para o Arsenal, lá é que se marcam esses livres com o guarda-redes a fazer a barreira.

Ponto 2 O cardozo foi o resumo do jogo do Benfica. Duro, criativo qb, com vontade, com violência, com querer, com raça, parabéns.

Ponto 3 Foram precisos 60 minutos para ver o Sapunaru tentar entrar na área do Benfica. Se o Varela tivesse ajudado mais se calhar tinhamos baralhado ali alguma coisinha.

Ponto 4 Os comentadores da SportTv têm um atraso mental significativo.

Ponto 5 E aos 70 minutos deixo de comentar este jogo que isto já não é futebol, a desorganização é tanta que isto já não é futebol.

Sendo assim a conlusão é:

A entrada desapoiada, penso ser este o termo mais correcto para o início de jogo do Porto, completamente desapoiado levou a dois golos que por sua vez levaram durante todo o tempo que faltava a falta de confiança, de instinto e de certeza em qualquer ponto do campo. E ainda a falta de um ponta de lança hipotecou toda e qualquer hipótese de o Porto tentar ganhar o jogo depois dos primeiros vinte minutos.

Uma nota final, o Ruben Micael entrou e fez o seguinte: passou a bola e desmarcou-se.

Fantástica a simplicidade que um jogador pode ter e trazer a uma equipa. Este Porto, infelizmente, já não joga assim tão simples há já muito tempo.

Obrigado e bom resto de semana,

The Little One.

Antevisão Porto v Benfica - Taça de Portugal

Futebol Clube do Porto a vencer desde 1893

Da parte do Porto, principalmente depois da saida na Taça da Liga, espero o empenho, o pulmão e a vitória a que estou muito bem habituado com este Porto. Apenas com Falcao a Alvaro Pereira sem poderem jogar, parece-me que Hulk regressará à ala e que Walter terá a sua grande oportunidade. Depois de já ter provado por mais que uma vez que merece o lugar sempre que Falcao não o possa fazer. Na esquerda actuará Fucile e à direita Sapunaru. São todas alterações que não mudam grande coisa no jogo do Porto, principalmente em casa.

Desta feita espero ganhar e jogar bem. Não vai ser fácil e se o resultado for outro que não a vitória, também não é  para drama, este é um jogo de taça e pouco tem a ver com o campeonato e com as exibições das equipas no mesmo. O Benfica tudo fará para ganhar uma competição interna pelo menos e vai com toda a certeza dar tudo. Moutinho e Fernando terão um papelão, principalmente se o Benfica jogar com dois trincos de manter o Benfica a maior parte do tempo no seu meio campo. Se o Benfica entrar assim acho que a chave do jogo poderá passar por aí.

Não há volta a dar e a grande questão é saber como é que vai o Benfica, depois do 5-0 de início de época, adaptar-se e moldar-se a este Porto. Hoje os jornais já falam da entrada de Airton no onze ao lado de Javi e de Sindei por David Luiz. A ver vamos. Será com toda a certeza um bom jogo.

The Little One.

Sector 17

É impossivel ficar indiferente a este jogo. A memória dos 5-0 ainda está bastante presente e é importante não repetir os mesmos erros. Apesar do último resultado ser enganador quanto à diferença de valor das equipas, penso que será arriscado o Benfica apresentar-se no Dragão com a táctica habitual. Não é uma questão de medo ou respeito, mas sim saber esconder uma lacuna da equipa face um adversário de qualidade. 

Equipa para hoje: Júlio César; Maxi, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão; Javi Garcia, Airton, Aimar; Saviola, Sálvio e Cardozo.

Passo a explicar: o ponto mais forte do Porto, para mim, é o aproveitamento do contra-ataque pelas caracteristicas dos seus avançados e o Benfica parece ser bastante lento na transição defensiva quando perde a posse de bola. Eu pensei nesta equipa não de contenção, mas para permitir um meio-campo mais compacto e também para libertar Aimar de forma a pressionar um pouco mais à frente (Zona de Fernando ou Moutinho).

Mais do que tácticas, penso que o fundamental é manter a posse de bola o máximo tempo possivel, enervando o Porto e os seus adeptos.

Será o primeiro jogo sem David Luiz, o que me deixa apreensivo pois o central brasileiro era excelente nas dobras quando Coentrão subia no terreno. Sidnei, com minutos nas pernas, é um excelente central, mas com caracteristicas bem diferentes do David. Apesar de tudo, neste jogo, penso que as subidas do Coentrão serão importantes para fazer pender a balança para o lado do Benfica.

É um jogo de tripla, mas estou confiante na 14ª vitória consecutiva, e na presença no Jamor!

Pain.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Futebol Clube do Porto a vencer desde 1893

Porto 2 Pinhalnovense 0

Quem estivesse a a ver este jogo na bancada, sofresse de falta de vista e tivesse sérios problemas de audição diria.

Isto é um jogo para o campeonato, onde o Porto está a jogar declaradamente no campo do adversário, tem alguns lances de criatividade acima da média, outros não tanto, e a qualquer momento ganha o jogo.

O problema é que este não era um jogo para o campeonato, mas sim um jogo para a taça contra o tão próximo - isto já são as minhas origens a falar mais alto - Pinhalnovense.

E é isto, Porto do inicio ao fim, com o Pinhal Novense a chegar à baliza do Porto, com muito perigo diga-se, apenas ao minuto 70. Com um Porto com alguns problemas de finalização. Com um Hulk apagado (até ao minuto 77), um Mariano normal (fraquíssimo), James Rodrigues muito espevitado mas só no início e com um Varela a acrescentar algo mas não o suficiente para fazer mexer o marcador.

Pontos Positivos

- O não stress da equipa Portista. A não desorganização defensiva do Porto mesmo quando o resultado e os golos não aparecem.

- O não stress do Pinhalnovense e a sua organização defensiva também é de louvar.

- A grande defesa de Kierzek antes mesmo de o Porto se adiantar no marcador.

Pontos Negativos

- Não esmagámos o Pinhalnovense estando nós a jogar com o onze titular, tirando uma ou outra peça.

Homem do jogo

Hulk

Obrigado e Boa Quinta,

The Little One.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Futebol Clube do Porto a lapidar diamantes desde 1893

Porto 4 Juventude de Évora 0

O jogo começa com 25 minutos onde só dá Porto. O Porto entra forte o suficiente e não entra mais forte porque, penso eu, não quer. Primeiro porque não há necessidade e segundo porque me pareceu, nítidamente, querer pressionar mais atrás para quando ganhasse a bola poder explorar o imenso espaço que o Juventude iria dar e para poder trocar a bola a seu belo prazer se não houvesse situação de golo eminente.

Na segunda parte foi mais do mesmo, com algumas substituições, com um Walter a entrar e a marcar e com mais James Rodrigues.

O golo do Porto passados pouco mais de 10 minutos é o exemplo da pressão mais tardia, linha de meio campo, e exploração do espaço deixado pelo Juventude.

Fora o golo, o Porto esteve bastante tempo a trocar a bola no meio campo adversário deixando surgir as oportunidades de golo naturalmente e através dos médios mais ofensivos.

Cinco pontos a salientar

1. Golos. Estive a ver o "Porto Vintage" que passou minutos antes na SportTv e não posso deixar de fazer um apontamento quanto ao golo do Falcao e às semelhanças do mesmo com o segundo golo do Porto na Final de Viena, com Juari no caso a empurrar lá para dentro. Bola a meia altura, pé sem medo e bola lá dentro. Ao alcance de poucos!
Quanto ao segundo golo, este fala por si.

2. Primeiro toque. Não vi o Porto trocar uma vez a bola ao primeiro toque. Não que eu queira que o Porto jogue como o Barcelona, ou por outra, quero, mas vá, mas gostava de ver o Porto com mais dinamismo, com mais ritmo, com mais "tempo". Este era talvez o jogo ideal, era um jogo em que o desequilibrio colectivo poderia ser bem treinado e, pelo menos nesta primeira parte não o foi.

3. Cantos. Foi preciso chegar aos 37 minutos para ver o Porto marcar um canto directo para a área. Não gosto de cantos curtos só porque são cantos curtos e é mais giro, não me importo de cantos estudados. De facto a maioria dos cantos do Porto foram estudados e, talvez este seja o jogo certo para os meter em prática e daí não vem mal ao mundo. Mas que não correu muito bem não correu.

4. João Moutinho. O primeiro de muitos.

5. André Villas-Boas quer tornar a sua equipa histórica e para isso aposta, e bem, na taça e mesmo contra um Juventude muito inferior apresenta o seu melhor onze. Grande atitude.

James Rodrigues - Como formar um jogador.

Deixei o melhor para o fim. Tinha curiosidade em ver o miúdo jogar pelo que dele diziam e nada me importou não ter jogado praticamente nada até ao momento. É normal, o Porto tem soluções e há que lhe dar tempo. O que é certo é que faz uma primeira parte simplesmente fantástica com uma assitência brilhante. Depois de ter perdido o controlo momentâneo da bola não precisou de tempo absolutamente nenhum para se recompôr e cruzou de imediato. Com mais três tentativas para ele mesmo fazer o golo, com um lance em que Hulk o tenta assistir onde ele está à boca da baliza e viu a bola ser cortada pelo defesa e finalmente no lance do segundo golo onde com um toque de calcanhar começa a desequilibrar para os seus colegas continuarem o trabalho e facturarem mais um para o lado amarelo e azul escuro. Na segunda parte mais contribuições positivas.

De referir que o trabalho portista e de Villas-Boas neste caso preciso de "ainda formação" é fantástico. Com tempo, sem pressão, com confiança e pricipalmente com oportunidade, oportunidade não de jogar, mas de jogar bem, de fazer um jogo que lhe dê a oportunidade de ser decisivo e com isto ganhar confiança para o que aí vem. E o que virá por aí? Bom, em minha opinião fará o lugar de Varela a partir de Janeiro e não mais largará a posição.

Para finalizar, James Rodrigues, o Homem do Jogo.

Obrigado e Bom fim-de-semana,

The Little One.

O reviver de uma tarde passada a ouvir a TSF que jamais esquecerei

domingo, 21 de novembro de 2010

Futebol Clube do Porto a jogar na Taça de Portugal desde 1938

Moreirense 0 Porto 1

Jogo complicado este. Mais uma vez o Porto prova que tem a estrelinha de campeão, mas diga-se a verdade mereceu o triunfo. Num jogo em que o Moreirense jogou muito bem e muito bem fechado, o Porto encontrou dificuldades extremas. Num campo que não ajudava nada ao futebol praticado pela equipa azul e branca e com os jogadores sem saberem bem como encarar aquela defesa foi de facto um jogo não muito fácil a requerer muito dos jogadores, tanto física como psicológicamente

Com o Porto a atacar desde o primeiro minuto, o Moreirense fez o que pôde, nunca conseguindo concretizar as poucas oportunidades que teve de marcar na baliza de Beto.

Com uma equipa remendada mas não muito, o Porto utilizou grande parte dos titulares, não facilitou e está na próxima fase.


Pontos Positivos

A rotação de plantel


Pontos Negativos

A voz do André Villas-Boas, coitado.


Homem do Jogo

Tenho que atribuir o prémio a Falcao, entra e decide.

Obrigado e Boa Semana,


The Little One